| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Charadriiformes |
| Subordem: | Scolopaci |
| Família: | Scolopacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Scolopacinae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | G. undulata |
O narcejão é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae.
Também conhecido como galinhola, rola-pau, codorna-do-brejo e narceja-caminhão, por causa do som que emite. O nome rola-pau é uma onomatopeia de seu canto que, segundo a crença popular, traz maus agouros para quem o ouve.
Em Bom Jesus do Itabapoana (RJ) existe uma lenda explicando a origem dessa espécie: “Um capataz, julgando-se traído pela sua mucama, mandou surrar o negro que acreditava ser o seu rival. Como ele negasse, o capataz lhe disse: — Eu vou te matar e a seus filhos todos. Só se aquele pau rolar eu não mando te matar! Então, até hoje, o escravo transformado em pássaro, grita: — Rola, pau! Rola, pau!”
Outro nome onomatopeico que ouço desde a infância é o de Água-Só. Quando passava as férias na fazenda de parentes em Rochedo De Minas, Minas Gerais, era muito comum ouví-las ao cair da tarde, na boquinha da noite, emitindo o seu canto. Também se tinha entre os locais como um canto de mal agouro, que quando a narceja cantava alguém iria morrer(observação pessoal:Raphael Dutra).
Na zona da mata sul de Pernambuco é conhecida como saia-dela e como é difícil a sua visualização à noite, está associada a mal-assombro e a estórias de aparições e visagens noturnas.
Seu nome científico significa: do (latim) gallina = galinha; e -ago = semelhante; gallinago = semelhante a uma galinha, galinhola, narceja; e do (latim) undulata, undulatus, unda = com ondas, ondulado, onda. ⇒ Galinha ondulada ou galinhola com ondas.
Mede cerca de 45 cm de comprimento. Possui bico muito grosso na base, cabeça amarela com duas estrias negras, dorso escuro com manchas e faixas transversais castanho-amareladas.
Possui duas subespécies:
Ocorre em vegetação alta em pântanos e campos inundados, e ocasionalmente no cerrado seco. Desde as planícies até 2.200 m de altitude. É uma ave de hábitos noturnos. Voa à noite, girando no ar em espiral enquanto emite sons agudos e estridentes. Parece que chega em algumas áreas após as chuvas, mas os seus movimentos sazonais são muito pouco compreendidos. A espécie sofre com a descaracterização do seu habitat devido à expansão de plantações, além da caça, destruição dos alagados e queimadas.
Espécie endêmica da América do Sul, ocorre disjuntamente. A subespécie nominal se distribui desde a Colômbia ao leste até a Guiana Francesa, incluindo ainda as savanas de Roraima e, provavelmente, Amapá. A subespécie gigantea ocorre no leste da Bolívia, leste do Paraguai (Smith et al., 2015), nordeste da Argentina (Lopez-Lanús & Jensen, 2012) e Brasil, neste último em áreas campestres dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Brasília, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Birdlife International 2015).